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sábado, 31 de outubro de 2009

2009 Quarta Temporada (Outubro) - Cencoroll



Depois de muito tempo tive a oportunidade de finalmente assistir Cencoroll. O filme é um curta-metragem produzido por uma única pessoa, desde o character design, até o roteiro e efeitos especiais. No caso, o título foi produzido por Atsuya Yuki, autor do mangá de mesmo nome que deu origem ao filme. Pode-se dizer que o histórico de Yuki é bem parecido com o de Makoto Shinkai, afinal os dois animaram pequenos curtas de 20 minutos mais ou menos. A diferença é que embora Cencoroll tenha pontos interessantes está longe de ser uma obra-prima como Hoshi no Koe.



Mesmo assim vale comentar sobre ele. Tive um misto de alegria e tristeza ao assistir o anime. O grande ponto forte dele é sem dúvida os efeitos inusitados de animação. Não que eles sejam bonitos, mas são extremamente criativos. Claro que para entender o que quero dizer é preciso levar em consideração o enredo do título. A história se passa num mundo onde existem criaturas "fantásticas" com o poder de modificar o próprio corpo. O protagonista masculino da história, Tetsu, possui um desses bichos.



Tetsu se comunica com Cenco (o nome da criatura) por meio de sinais elétricos provindos do seu cabelo. Apesar de bizarro serve como desculpa para aceitar esse estranho fato. A parte boa é ver as criativas e por vezes as engraçadas transformações de Cenco, que pode virar praticamente qualquer tipo de objeto, pessoa ou animal. Ele pode ser útil a Tetsu de diversas maneiras, indo desde se transformar num carro, como também numa letal arma de guerra.



Porém, tirando esse pequeno lance de criatividade ainda não consegui enxergar tanta qualidade em Cencoroll, como alguns sites de crítica fizeram (em especial o ANN). É bem verdade que as transformações de Cenco poderiam valer pelo filme todo, mas, além disso, falta muito para o anime ser considerado grandioso. Além dessas animações criativas, o resto dos cenários, character design e animações são bem fracas, embora seja possível dar desconto ao produtor pelo fato de ser uma produção independente (embora títulos como Pale Cocoon e Hoshi no Koe provem o contrário).



Se fosse só isso talvez até considerasse Cencoroll, mas o enredo como um todo é bem básico e com um final também bem duvidoso e sem muito sentido. A história começa quando uma garota chamada Yuki descobre as habilidades de Cenco e se aproxima de Tetsu por causa disso. Depois ambos encontram um rapaz chamado Shuu, que seria o grande vilão da história e tem grandes ambições. Shuu possui outra dessas estranhas criaturas e a luta decisiva dos dois envolverá uma terceira enorme e da qual Shuu obviamente tem grandes interesses. Desconsiderando a parte boa já citada o confronto e mesmo a reação dos personagens não tem muito a surpreender e contar. Há certo simbolismo nessas cenas de luta, mas nada que nunca tenha sido visto nos grandes animes.



Por fim, a trilha sonora é fraca e pouco presente, o que não ajuda na hora de aumentar a sensação de imersão frente ao anime. Novamente podemos culpar a falta de recursos do produtor, o que não muda o fato de que chega a ser uma pena ver que todo bom trabalho com o desenvolvimento e animação de Cenco e companhia tenha sido desperdiçado por uma história de pouco brilho apesar de promissora. Mesmo assim, acredito que Cencoroll vale pelo menos uma olhada. Será interessante principalmente para quem gosta de animações criativas e diferentes bem ao estilo de Hoshi no Umi no Amuri (que também era belo nesse ponto, mas pecava no enredo).
a

1 comentários:

Anônimo disse...

Parece ser interessante.
Gosto de seres disformes que nem o da screen *-*
xP